História

Parte da família imperial brasileira – Wikimedia Commons

TRONO MALDITO: A MALDIÇÃO DOS BRAGANÇA
Quando o Duque de Bragança, o regente português dom João IV, afastou a pontapés um frade franciscano que lhe pediu esmola, não imaginava o preço que o acesso de fúria custaria. De acordo com uma lenda, registrada em diversas crônicas sobre a família real de Portugal, o mendigo rogou uma praga sobre o monarca.

Como castigo pela violência, nenhum primogênito dos Bragança viveria para chegar ao trono. Dito e feito. A primeira vítima foi o próprio filho do duque, Teodósio, morto aos 19 anos. A próxima vítima seria João, que deu lugar ao futuro rei dom João V.

Ele escapou da maldição: teve duas filhas. Dona Maria I assumiu o trono português, mas reinou pouco. Passou à História como Maria, a Louca. Seu filho dom José morreu, dando lugar a dom João VI que trouxe a corte portuguesa para o Rio de Janeiro, fugindo do Exército napoleônico.

Dom João VI e a mulher, Carlota Joaquina, teriam tentado reverter a maldição, fizeram visitas = aos mosteiros franciscanos de Lisboa e Rio de Janeiro. Não tiveram sucesso: perderam o filho Antônio Pio aos 6 anos de idade. Tempos depois, o sucessor, dom Pedro, I no Brasil e IV em Portugal, perdeu o primogênito, dom Miguel.

O filho mais velho do imperador brasileiro dom Pedro II, Afonso, morreu com menos de 2 anos. Nem mesmo os filhos ilegítimos de Pedro I escaparam: três bebês de mães diferentes morreram antes de completar 1 ano. Dom Pedro V escapou, tornando-se rei de Portugal em 1853, aos 16 anos.

No entanto, morreria oito anos depois, de febre tifoide. A última vítima foi dom Carlos I, assassinado com seu filho dom Luís Filipe em 1908. O crime precipitou o fim da monarquia portuguesa, em 5 de outubro de 1910. Entretanto, tudo não passa de uma lenda.