História

Retratos de Maria da Glória, Maria da Assunção e Antónia de Bragança, respectivamente – Wikimedia Commons

NOMES NÃO TÃO CONHECIDOS DA FAMÍLIA IMPERIAL BRASILEIRA
Parentes de Dom Pedro I, as nobres tiveram trajetórias intensas, cheias de traição, solidão e sofrimento — e, ainda assim, foram esquecidas com o passar dos anos.

Formada por grandes nomes, importantes tanto na história brasileira, quanto na de Portugal, a família imperial tem mais membros do que podemos sequer imaginar. O próprio Dom Pedro I tinha parentes que, após seu reinado, caíram no esquecimento.

Apesar de fazem parte dos Bragança, elas são irmãs, netas e até mesmo filhas do imperador brasileiro que passaram longe dos livros de história. Muitas delas, no entanto, têm trajetórias tão interessantes quanto a do governante.

Conheça algumas das integrantes da Família Imperial não tão conhecidas assim:

Maria da Assunção de Bragança

A jovem Maria da Assunção de Bragança / Crédito: Wikimedia Commons

Quando tinha apenas 10 anos, a jovem Carlota Joaquina, casou-se com Dom João VI e, juntos, os dois tiveram nove filhos. Uma delas, no entanto, causa polêmicas até hoje. Isso porque acredita-se que Maria da Assunção de Bragança, irmã de Dom Pedro I, é uma herdeira bastarda de Carlota, fruto de uma relação extraconjugal.

Maria da Assunção cresceu na corte portuguesa e, sempre muito próxima de Dom Miguel, seu outro irmão, estava presente quando ele usurpou a coroa de Portugal. Logo que o monarca foi derrubado, contudo, a nobre retirou-se para Santarém. Durante o exílio, foi vítima da epidemia de cólera e faleceu, aos 28 anos, em 1834.

Maria Francisca de Bragança

Maria Francisca em pintura oficial / Crédito: Wikimedia Commons

Como a quinta filha de Carlota Joaquina e Dom João VI, Dona Maria Francisca foi irmã de Dom Pedro I e, aos precoces sete anos, foi obrigada a acompanhar a família até a colônia portuguesa no Brasil. Por aqui, cresceu ao lado dos irmãos até que teve de desempenhar seu papel como herdeira do monarca: o casamento.

Ao lado de sua irmã mais velha, Maria Francisca foi enviada para a Espanha e, após negociações, casou-se com seu tio, Carlos de Bourbon. Com três filhos, então, a nobre esteve ao lado do marido quando ele se autoproclamou Rei da Espanha e, junto dele, exilou-se na Inglaterra, onde adoeceu e morreu, aos 34 anos.

 Maria Isabel de Bragança

Retrato de Maria Isabel de Bragança / Crédito: Wikimedia Commons

Como irmã mais velha de Dom Pedro I, a jovem Maria Isabel de Bragança não teve grande participação na corte brasileira. Fazendo parte de um importante núcleo da aristocracia espanhola, no entanto, ela teve enorme relevância no país, principalmente quando foi enviada até lá para se casar, junto de Maria Francisca.

Entusiasta da arte erudita e dos conceitos liberais da corte espanhola, casou-se com seu tio, o Rei Fernando VII de Bourbon. Do matrimônio, vieram duas gestações bastante complicadas, sendo uma delas fatal. No segundo dos partos, os médicos decidiram por uma manobra invasiva e as retaliações cirúrgicas levaram Maria Isabel à morte.

Maria da Glória

Retrato de Maria da Glória / Crédito: Wikimedia Commons

Conhecida como a filha preferida de Dom Pedro I, Maria da Glória é uma das figuras mais desconhecidas e emblemáticas da corte. Foi com a menina de 7 anos que Dom Miguel se casou a fim de usurpar o trono português. Assim, quando o golpe foi desmascarado, a criança, irmã de Dom Pedro II, tornou-se a Rainha de Portugal.

Apelidada de “A Educadora”, Maria da Glória enfrentou rebeliões e foi acusada de tirania, mas estimulou a educação no país. Crente de que tinha a função de parir herdeiros, teve 11 filhos com Fernando Augusto de Saxe-Coburgo-Gotha, seu terceiro marido. Dona de uma saúde frágil, contudo, a monarca morreu aos 34 anos, durante seu 11º parto.

Antónia de Bragança

Retrato de Antónia de Bragança / Crédito: Wikimedia Commons

Sexta filha de Maria da Glória, Antónia de Bragança é neta de Dom Pedro I e, durante a infância, foi descrita como uma menina comportada, que extraía os dentes sem gritar. Já na adolescência, era considerada uma das melhores candidatas para o trono português.

Ainda que favorecida pela família imperial, largou todos os privilégios da coroa para se casar com o alemão Leopoldo de Hohenzollern-Sigmaringen, em 1861. Na Alemanha, teve três filhos e, em seguida, 13 netos. Sempre muito saudosa do reino português, a nobre faleceu aos 68 anos, bem depois de seu amado, em 1913.

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