Arquivo para 'Famosos'

Teatro

Helcio Hime

MAIS UMA GENIAL INOVAÇÃO COM A ASSINATURA DE HELCIO HIME!
Não bastasse ser o inventor de diversas tecnologias de impacto global como os Sistemas de Gestão Integrados (ERPs) para Microcomputadores e os softwares de compactação de memória através de sua multipremiada empresa HIME Informática; das dezenas de prêmios que possui como escritor (inclusive o considerado Nobel da Literatura Infanto-Juvenil:

O Prêmio Hans Christian Andersen do Governo Dinamarquês), do talento incomensurável como Cantor, Tradutor e Artista; Hime achou inovou mais uma vez durante a quarentena criando o método de ensino de idiomas MISTER HIME!

Todos podem se beneficiar com o Mètodo MISTER HIME, desde iniciantes, até professores doutores. Um dos cursos de maior sucesso é o “Cantando & Aprendendo”, onde o aluno aprende a Cantar e simultaneamente a falar Inglês, Francês, Espanhol, Italiano (e se for o caso Português para os estrangeiros).  É divertidíssimo e aprende-se rapidamente sem perceber que se está estudando!

Já para os estudantes de nível intermediário ou avançado há a fórmula “Talk Native” que elimina rapidamente o sotaque estrangeiro ao falar um idioma! Também há a opção do curso para os que desejam se profissionalizar como Tradutores e fazerem serviços de RSI (Remote Simultaneous Interpreting – Interpretação Simultânea Remota). Para os que amam literatura há o “Tradução Literária” e “Traduzindo Shakespeare”.

De quebra Hime ainda lançará brevemente um livro que tem tudo para ser um grande Best Seller, contando como emagreceu 25 kg com o regime que ele mesmo criou! Serviço: Maiores informações sobre o Mètodo MISTER HIME podem ser obtidas pelo e-mail adm@hime.com.br ou pelo Whatsapp (21) 99617-6886

Marcelo Serrado e André Junqueira

TEATRO PETRAGOLD COMEMORA UM ANO DE ATIVIDADES
O projeto, uma iniciativa pioneira do Teatro PetraGold, marca a reabertura da sala através de uma programação de peças executadas no palco do teatro e transmitidas ao vivo e on-line para todo o Brasil através de uma plataforma de streaming, e para uma plateia física simbólica, de um único espectador.

O projeto, formado por peças inéditas e sucessos, além de shows musicais, estreia dia 04 de julho com a transmissão/apresentação do espetáculo “Os Vilões de Shakespeare”, com Marcelo Serrado. E segue com nomes como Ana Beatriz Nogueira, Paulo Betti, Emilio Orciollo, Julia Rabello, Lília Cabral, Maitê Proença, Clarice Niskier, entre outros.

As vendas e a exibição estão abertas ao Brasil e a outros países. Os ingressos terão preços populares, e parte da arrecadação será destinada ao PROGRAMA INGRESSO SOLIDÁRIO TEATRO PETRAGOLD, um fundo de auxílio emergencial para famílias de técnicos e artistas do segmento teatral de todo Brasil.

Comemoração

Diretor-Presidente da Fundação Antônio Carlos Daltro Coelho

FUNDAÇÃO EGBERTO COSTA COMPLETA 15 ANOS
No dia 07 de julho de 2005, durante a gestão do ex-prefeito José Ronaldo de Carvalho, o município passava a contar com uma entidade pública de extrema importância para a valorização das mais variadas formas de Cultura presentes em nossa cidade. O Diretor-Presidente Antônio Carlos Daltro Coelho, que assumiu a gestão da instituição em Fevereiro de 2013, ainda permanece no cargo.

TURISMO ENTRA EM  ATIVIDADE
Porto Seguro, além dos distritos Arraial D´Ajuda, Trancoso e Caraíva, vão retomar as atividades de toda rede de hospedagem e gastronomia no dia 15 de julho. Inicialmente, os estabelecimentos vão operar com 50% da capacidade. A previsão é que a operação com 100% da capacidade seja autorizada a partir de outubro.

SAÚDE NA BAHIA
O Centro de Operações de Emergência em Saúde da Bahia recomendou, nesta segunda-feira (6), que os pacientes suspeitos ou confirmados de coronavírus sejam internados mais precocemente. A medida, assinada pelo secretário da Saúde da Bahia, Fábio Vilas-Boas, visa prevenir o agravamento de quadros clínicos, especialmente em relação aos casos com comorbidades associadas.

INSCRIÇÕES PARA O SISU
Estudantes que participaram da edição de 2019 do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) podem se inscrever para o Sistema de Seleção Unificada (Sisu) do meio do ano. Até a sexta-feira (10) serão oferecidas mais de 51 mil vagas em instituições de ensino superior do país.

Exposição de colagens

EXPOSIÇÃO
O mineiro G Comini ,especializado em colagens inaugurou ontem no Fb ,uma exposição com 17 obras de seu acervo pessoal.Promovida pelo Portal Consultoria em Turismo com o apoio da Fundação Cesgranrio ,Escola técnica de Turismo Cieth e Nice Via Apia Turismo ja foi visitada por 1500 pessoas .Tem curadoria de Bayard Boiteux e Viviane Fernandes,

COMÉRCIO FECHADO
O comércio e o setor de serviços de Feira de Santana estão com funcionamento restrito desde essa terça-feira, 07, com a finalidade de conter o aumento no número de casos de coronavírus. O prefeito Colbert Martins filho tomou a decisão de voltar a restringir parte do funcionamento do comércio e serviços, devido a semana difícil vivida por Feira de Santana.

FESTIVAL DE VENEZA
Em decorrência da pandemia do novo coronavírus, a 77ª edição da Mostra Internacional de Arte Cinematográfica da Bienal de Veneza, que acontecerá entre os dias 2 e 12 de setembro, precisará ter uma quantidade menor de filmes.

A organização do evento adotou a medida após os protocolos de saúde impostos pela emergência da Covid-19. Além da diminuição de filmes que serão apresentados, o Festival de Veneza também respeitará as medidas de distanciamento social.

EDIFÍCIO A NOITE SERÁ LEILOADO NESTE SEMESTRE
O presidente Jair Bolsonaro informou nessa terça-feira (7) que o leilão do histórico edifício A Noite deve acontecer em agosto ou setembro, em evento virtual. Localizado na Praça Mauá, zona portuária do Rio de Janeiro, o prédio construído em estilo art déco, tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) em 2013, está avaliado em cerca de R$ 90 milhões.

Luto

Martha Rocha

MARTHA ROCHA MORRE AOS 87 ANOS
A primeira Miss Brasil, Maria Martha Hacker Rochamorreu aos 87 anos, na tarde de sábado, dia 04, em Niterói, na Região Metropolitana do Rio de Janeiro. De acordo com as primeiras informações, Martha morreu em consequência de um infarto do miocárdio, com parada respiratória.

Embora tenha sido socorrida por um médico e encaminhada de ambulância para um hospital, não chegou à tempo. O corpo de Martha Rocha foi enterrado neste domingo, dia 05, no Cemitério Santíssimo.

A ex-modelo deixa três filhos. Martha Rocha era baiana e foi eleita Miss Brasil em 1954, no Hotel Quintandinha, em Petrópolis, na Região Serrana do Rio, quando o concurso começou a ser realizado oficialmente. Naquele mesmo ano, ela ainda ganhou o segundo lugar no Miss Universo, nos Estados Unidos.

Martha Rocha com este colunista no jantar no Feira Palace Hotel oferecido pelo ex- prefeito José Ronaldo de Carvalho

MARTHA ROCHA EM FEIRA DE SANTANA
No dia 7 de dezembro de 2002 este colunista traz Martha Rocha a Feira de Santana onde a mesma foi homenageada como a mulher mais bela do século na Noite do Troféu Imprensa do Jornal NoiteDia.

Maria de Lurdes Silva, Eliana Costa, Odejane Franco, Sueli Costa, Ailton Pitombo, Martha Rocha, Soraia Campos, Zuleide Bastos, Cidinha Kruschewsky, Julieta Marques, Haina Freiras e Luci Silva

No dia 20 de outubro de 2003, no Restaurante Rancho Catarinense, este colunista recebeu a eterna Miss Brasil Martha Rocha para fazer o lançamento do Troféu Martha Rocha em comemoração aos seus 50 anos de Miss Bahia e Miss Brasil que a mesma completaria no ano de 2004. Nessa noite foram homenageadas com o Troféu 10 senhoras da nossa sociedade.

Já no dia 21 de outubro de 2003 realizamos no Shopping Center Iguatemi Feira (Shopping Boulevard) a exposição  “Sentimento”  óleo sobre tela  da artista plástica Martha Rocha.

História

D. Pedro I, por Simplício Rodrigues de Sá.

O SEGUNDO CASAMENTO DO IMPERADOR: D. PEDRO I
Com a morte de D. Maria Leopoldina, um grande vazio se instaurara na corte carioca, devido à perda de uma figura muito bem quista tanto por fidalgos quanto pelas classes populares, e de escravos.

Dias de luto procederam à morte da paladina da Independência do Brasil, enquanto seu viúvo permanecia ao lado daquela à qual o povo creditava toda a culpa pelo sofrimento e morte da soberana. Com o cargo de Imperatriz vago, Domitila de Castro Canto e Melo passara a concentrar em si, se não o título, pelo menos as funções de consorte real, organizando bailes para a aristocracia, recebendo embaixadores e comissionando cargos no governo para seus amigos e familiares.

Tais prerrogativas faziam da marquesa de Santos uma provável candidata ao trono. Possuía-a um caráter extrovertido, além de uma linhagem que, mesmo incomparavelmente inferior à de D. Leopoldina, se podiam distinguir nomes importantes, como o de Inês de Castro.

Todavia, ciente da extrema impopularidade que seu relacionamento com Domitila lhe valera perante os súditos, D. Pedro I estava disposto a tomar medidas para restaurar sua própria reputação, e a alternativa mais óbvia para tanto seria um novo casamento, não com uma nascida da terra, mas com uma princesa europeia.

Através de seu matrimônio com a arquiduquesa Leopoldina de Habsburgo, D. Pedro ligara-se à nobre casa d’Áustria, uma das potências mais importantes do período. Uma segunda união, por sua vez, permitir-lhe-ia estreitar ainda mais os laços com o continente europeu. Diante disso, redigiu uma missiva a seu sogro, o imperador Francisco I, na qual dizia:

“Prezadíssimo sogro e meu amo,”
“Posto que no meu coração exista ainda muito vivamente a lembrança de minha prezada Leopoldina […] que arranca de meus olhos lágrimas de externa saudade, contudo, vendo a necessidade de segurar bem o trono brasileiro e tomando o exemplo de Vossa Majestade já por três vezes dado vou pedir-lhe licença para efetuar segundas núpcias. Permita-me que agora lhe patenteie meu plano e peço ajudar-me a pô-lo em práticas…” (apud PRIORE, 2012, pag. 202).

Entretanto, as negociações não se mostrariam tão fáceis para o primeiro soberano do Brasil, uma vez que seu caso com a marquesa de Santos, aliado às causas então suspeitas da morte da primeira esposa, desacreditara-o de forma considerável perante as demais monarquias da Europa. Desse modo, era preciso livrar-se de Domitila o quanto antes, para se conseguir alcançar o fim desejado. Só que essa não seria uma tarefa tão fácil como se poderia prever.

Mulher de um temperamento extraordinário, Domitila de Castro possuía uma caráter determinado e não ia abrir mão tão fácil de tudo o que conquistara até então. Não obstante, Pedro I ainda encontrava-se apaixonado pela mesma, embora não com a mesma intensidade demonstrada nos anos iniciais do relacionamento.

Enquanto tentava lidar com seus sentimentos, encarregara Felisberto Caldeira Brandt, marquês de Barbacena, juntamente com Domingos Borges de Barros, visconde de Pedra Branca, para procurar pelas principais casas dinásticas da Europa uma princesa digna dos desejos do imperador.

Todavia, poucas demonstraram interesse em fazer uma viagem extremamente cansativa rumo à América para se casar com um homem de quem se acreditava ser o responsável pela morte da consorte. Sendo assim, o mercado de alianças matrimoniais não se mostrava favorável ao Brasil.

Era preciso afastar a sombra da marquesa, pelo menos diante dos olhos do público. Mas não demorou muito, e as pessoas começaram a descobrir que o afastamento de Pedro da amada era apenas superficial, pois secretamente ainda continuavam a trocar cartas apaixonadas e a manter encontros noturnos no solar de Domitila.

Não obstante, um novo acontecimento viria acumular o vão das frustrações dinásticas de D. Pedro I: seu irmão, D. Miguel, prometido em casamento à primogênita do imperador, D. Maria da Glória, iniciara em 1828 uma revolta contra a autoridade do irmão mais velho, na qual almejava a coroa de Portugal. Aliado a esse infortúnio, o marquês de Barbacena começara a tomar os primeiros “nãos” das pretendentes. Conta-se que a princesa da Lombarda chegara mesmo a se ajoelhar, pedindo para não vir ao Brasil.

As únicas candidatas que se prontificaram à tarefa foi uma sueca, albina; e uma princesa do Haiti, filha de rei afrodescendente. As duas, por sua vez, foram recusadas. Por fim, diante das sucessivas negações, o soberano dirigiu novas instruções ao marquês, nas quais dizia:

“O meu desejo, e grande fim, é obter uma princesa que por seu nascimento, formosura, virtude, instrução venha fazer minhas felicidade e a do Império. Quando não seja possível reunir as quatro condições, podereis admitir alguma diminuição na primeira e na quarta, contando que a segunda e a terceira sejam constantes” (apud GOMES, 2010, pag. 275).

O que podemos entender a partir das exigências do monarca é que a noiva poderia não ser tão bem nascida ou mesmo ignorante, contanto que fosse bonita e recatada. Seria necessária então alguma paciência para esse imperador de quase 30 anos até que se encontrasse uma mulher que atendesse suas exigências.

Felisberto Caldeira Brant, marquês de Barbacena, em litografia de Sébastien Auguste Sisson.

Da Europa, Felisberto Caldeira tentava tranquilizar o Imperador dizendo-lhe que “brilhante casamento no estado atual das coisas não se consegue sem tempo, paciência e muita desteridade, visto que presentemente princesas só há na Alemanha, onde a influência de Matternich é decisiva” (apud PRIORE, 2012, pag. 218).

Tanto Francisco I quanto seu chanceler Matternich queria encontrar para D. Pedro I uma noiva que servisse às pretensões austríacas no solo brasileiro, tal como a finada imperatriz. Porém, a situação de Portugal exasperava Pedro de tal forma, que, por hora, decidira se preocupar em primeira instância com o trono de sua filha, do que com o segundo casamento.

Não obstante, a teimosia da marquesa de Santos em se mudar para São Paulo o exasperava. Desse ponto em diante, o relacionamento entre ambos fora se esfriando. O “Demonão” das antigas correspondências fora dando lugar a assinaturas como “teu amigo” e “O Imperador”. Só depois de muito protelar, aquela que fora a mulher mais influente da corte decidira acatar a decisão do ex-amante, partindo do Rio de Janeiro estando grávida da futura condessa de Iguaçu.

Foi quando a situação estava já em estado vergonhoso para D. Pedro I, que o visconde de Pedra Branca encontrou na casa dos Beuharnais uma candidata que atenderia aos desejos do soberano. Amélia de Leutchtenberg era uma linda moça de 17 anos, alta para sua época,² pele rosada, olhos azuis e cabelos escuros. Satisfeito com o resultado, o marquês de Barbacena enviara para o seu amo outra missiva, bem mais positiva que as anteriores:

“Aí tem, V.M.I., o retrato da linda princesa que, aconselhada por seu tio, o rei da Baviera, inimigo de Matternich e doador, como V.M., de constituições liberais, ousa passar os mares para se unir a um soberano que todos os ministros austríacos da Europa pintam como o assassino de sua mulher. O original é muito superior ao retrato” (apud PRIORE, 2012, pag. 237).

Por nascimento, Amélia de Leuchtenberg não chegava nem perto da primeira Imperatriz do Brasil: era filha de Eugênio de Leuchtenberg (enteado de Napoleão pelo casamento deste com Josefina), ex-vice-rei da Itália, e Augusta, uma princesa Bávara. Tal ligação poderia ser especialmente danosa para as pretensões austríacas, uma vez que os Beuharnais ganharam destaque com a ascensão de Napoleão Bonaparte, e declinaram com a derrocada do mesmo. Dessa forma, um casamento com um soberano de vastíssimo Império seria uma proposta tentadora para a família da jovem Amélia.

A Bela Amélia de Leuchtenberg

A reação de D. Pedro ao retrato da futura consorte foi muito satisfatória. Conta-se, inclusive, que teria se apaixonado dela no mesmo instante. Seu entusiasmo pode ser medido pela carta que enviou ao marquês de Barbacena dando provas de sua imensa satisfação pelo negócio do casamento ter ido até o fim, e pedindo-lhe “com lágrimas nos olhos, que diga à imperatriz e até o que lho digo com lágrimas nos olhos: meu coração pertence à querida Amélia e, se eu não tivesse tido o prazer de ver essa negociação bem-sucedida, o túmulo seria meu repouso eterno; é o coração que fala e o tempo me ajudará a prova-lo” (apud PRIORE, 2012, pag. 240).

Não obstante, o fato de a jovem noiva ser neta da primeira mulher de Napoleão, exercia um fascínio a mais sobre D. Pedro, uma vez que era grande admirador deste general.³ Além disso, D. Amélia passara a ser instruída sobre a geografia do Brasil por ninguém menos que Friederich von Martius, naturalista que estivera no Brasil e catalogara muitas das peculiaridades do território, como sua fauna, flora e costumes.

Em 30 de maio de 1829, Barbacena assinava em segredo o contrato de casamento entre seu amo e a princesa Amélia Augusta Eugênia Napoleona, negligenciando assim uma série de anúncios que eram exigidos pela etiqueta; e em dois de agosto o casamento por procuração era celebrado em Munique. Era já, então, a Imperatriz do Brasil. 22 dias depois, embarcava para o reino de seu consorte, passando antes em Plymouth (Inglaterra), para pegar D. Maria da Glória, que na ocasião estava pela Europa.

A noiva, porém, só aportaria no Rio de Janeiro em 16 de outubro. Conta-se que, ao vê-la pela primeira vez, o consorte real teria desmaiado no convés do navio. Estava profundamente enamorado daquela moça 14 anos mais nova que ele. Para comemorar sua chegada, criara para ela a “ordem da rosa”, cujo lema era “Amor e Fidelidade”. Toda a corte carioca ficara encantada com sua nova soberana. O Marquês de Resende assim a descreveu:

“Um ar de corpo como o que o pintor Corregio deu nos seus quadros à rainha de Sabá e uma afabilidade que aí há de fazer derreter a todos fizeram com que eu exclamasse, na volta para casa: valham-me a cinco chagas de N. S. Jesus Cristo, já que pelos meus enormes pecados não sou o imperador do Brasil” (apud PRIORE, 2012, pag. 244).

Ordem da Rosa, criada por D. Pedro I em decorrência de seu casamento com D. Amélia de Leuchtenberg.

As bodas oficiais do casamento tiveram lugar no dia seguinte à chegada da Imperatriz, sob uma forte chuva que em nada atrapalhou a emoção do monarca. Em seguida, deu-se lugar à tradicional cerimônia do beija-mão, e ao banquete do casamento. O matrimônio ficara imortalizado pelos olhos atentos de Jean-Baptiste Debret, em uma tela na qual vemos a noiva toda de branco, recebendo do consorte a aliança e do bispo, a benção. Era o início de uma nova fase na vida de D. Pedro I, bem como na do Império do Brasil.

Notas:
¹Domitila de Castro tivera que ser afastada duas vezes da corte: a primeira em 1828 e a segunda em 1829 quando o casamento de Pedro com D. Amélia já estava arranjado.
²Uma autopsia com os restos mortais da segunda mulher de D. Pedro realizada em 2012 pela Arqueóloga e Historiadora Valdirene Ambiel comprovou que ela tinha entre 1,60m e 1,67m de altura.

D. Leopoldina, primeira esposa de D. Pedro I, era cunhada de Napoleão Bonaparte, que se casara com a arquiduquesa Maria Luísa, irmã da primeira Imperatriz do Brasil, em 1810.

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Hstória

Carlota Joaquina – Wikimedia Commons

5 FATOS SOBRE A RAINHA CARLOTA JOAQUINA DE BOURBON
Dona Carlota Joaquina da Bourbon foi uma das rainhas mais caricatas e singulares da História Europeia, característica por sua autonomia e capacidade política, com a qual articulou contra o marido praticamente a vida inteira. Nascida na Espanha, tornou-se rainha de Portugal e, por consequência, do Brasil, com as decorrências da invasão da Península Ibérica por Napoleão.

Uma figura repleta de lendas ao redor, que passam por atribuí-la hábitos ninfomaníacos, a autoria da criação da caipirinha e uma série de boatos políticos de uma Europa conservadora, ela foi um importante quadro do absolutismo no momento em que ele sofria uma grave crise.

Conheça cinco fatos essenciais para compreender a trajetória política de Dona Carlota!

Retrato oficial do casal Carlota e João / Crédito: Wikimedia Commons

1. Casamento infeliz
A união entre Carlota Joaquina e seu marido arranjado, Dom João de Bragança, tinha como origem uma busca por ambas as coroas de uma paz diplomática e uma união de interesses. Criando-se uma relação de confiança mútua, a associação entre Espanha e Portugal permitia uma vizinhança tranquila e a perda das ameaças de uma nova União Ibérica.

Porém, essas motivações políticas não permitiram que os cônjuges minimamente se gostassem. Com um ódio profundo pelo marido, que foi obrigada a se casar com apenas dez anos, uma pessoa com personalidade diametralmente oposta a ela: mais bonachão, conservador e tranquilo, ele era incompatível com a pretenciosa, articuladora, autônoma rainha de personalidade forte.

2. Desprezo recíproco pela corte portuguesa
Ao ser levada a Lisboa em 1785, Carlota teve um choque relevante. Criada pelo rei espanhol Carlos III sob uma ótica mais liberal, aprendendo artes e a agir independentemente, ela era incompatível com a corte portuguesa. Uma mulher extremamente inteligente e livre, sofreu reveses de uma corte conservadora e fechada que a exigia postura e decoro.

Carlota Joaquina – Wikimedia Commons

Em contrapartida, a corte portuguesa também detestava Carlota. Sua atuação afrontosa e controladora (sabia ser disciplinada, mas não necessariamente queria), além das rixas com o próprio marido, levaram-na a ser represada pelos aristocratas lusitanos, que a deram o infeliz apelido de Megera de Queluz.

3. Pretensões de poder
Carlota Joaquina nunca escondeu sua sede pelo poder, inclusive sua pretensão de assumir o trono de Portugal e da Espanha. Absolutista e pretenciosa, articulou diversas vezes golpes de Estado e movimentações obscuras no sentido de tomar o governo do próprio marido, que julgava ser um inapto. Associando-se com intrigas do interior da corte, entretanto, nunca conseguiu ascender como queria.

Dom João VI / Crédito: Wikimedia Commons

Porém, várias dessas articulações foram importantes no contorno das relações políticas da monarquia portuguesa. Uma das maiores pretensões da rainha era a de assumir, por sua origem espanhola, o controle das colônias hispânicas na Bacia do Rio da Prata e tornar-se rainha autônoma na América. Com isso poderia articular até uma derrubada da coroa portuguesa e, no limite, criar uma nova União Ibérica centrada em si.

4. Exílio e separação
Com as invasões napoleônicas e a crise política gerada, a Família Real Portuguesa decide finalmente transferir as cortes para o Rio de Janeiro, o que desencadeara mais tarde no nascimento do Reino Unido de Portugal, Brasil e Algarves. Carlota se vê enojava com o plano, não vendo sentido em uma rainha se submeter a viver numa colônia. Para piorar, a vigem para lá foi degradante e marcada pela famosa epidemia de piolho que tomou os monarcas e os deixou carecas.

Chegada da Família no Rio de Janeiro / Crédito: Wikimedia Commons

Indignada com a situação em que estava, pelo menos conseguiu a abertura para fazer algo que já planejava: viver separada e distante do marido. Então, passou a viver fora dos círculos da monarquia, no Palácio de São Cristóvão, morando em locais mais bucólicos, como o Aterro do Botafogo. Ela e o marido apenas se encontravam em cerimônias oficiais, e mal se conversavam.

Dona Carlota no fim da vida / Crédito: Wikimedia Commons

5. Intrigas políticas e morte solitária
Com a Revolução do Porto em 1820 e a exigência de retorno das cortes a Lisboa, Carlota voltou a se articular com membros da família real, no intuito de tomar o poder. O cenário político colocara os liberais constitucionalistas e os conservadores absolutistas em embate, e a rainha Joaquina passou a articular com o filho Dom Miguel em favor do segundo grupo, que se opunha a Dom João VI.

Recusando-se a jurar a Constituição, ela integrou a oposição forte ao governo do marido, mas com o tempo, minou também suas relações com aliados. Gradativamente, se isolou até entre os absolutistas, incluindo Miguel, passando a viver sozinha no Palácio de Queluz, onde foi assolada por uma depressão e morreu aos 54 anos, em 1830. Hoje, se discute se a rainha tirou a própria vida com envenenamento, o que é bastante plausível.

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História

Dia 2 de Julho Dia da Consolidação  da  Independência do Brasil na Bahia

DIA DA CONSOLIDAÇÃO  DA  INDEPENDÊNCIA DO BRASIL
Dia 2 de julho, Dia da Independência da Bahia! Erradíssimo!  A Bahia não é um País para ser independente! O correto é:  “Dia 2 de Julho dia da Consolidação  da  Independência do Brasil”. No dia 2 de julho de 1823 aconteceu a consolidação da Independência do Brasil na Bahia, com a expulsão dos portugueses que ainda mandavam.

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História

Dom Pedro II em imagem oficial do Brasil Império – Wikimedia Commons

SEGUNDO REINADO: MUITA ALFORRIA, POUCA ABOLIÇÃO
Entre as maiores características do governo imperial brasileiro, uma de suas principais é a manutenção da escravidão como módulo econômico e rentável. É argumentado que a Família Real era contrária ao sistema, no entanto, o que é averiguável é que praticamente todo o período imperial teve como principal recurso econômico e base de apoio político o latifúndio escravista. Nessa época, o Brasil era um país em que “quase tudo dependia do trabalho escravo e da chegada dos africanos”, afirmou Luiz Felipe de Alencastro, em entrevista à BBC.

E essa realidade muitas vezes foi de um embaraço considerável para o governo brasileiro. Em um mundo cada vez mais pautado no salário e nas relações livres capitalistas, o Brasil era um país atrasado, que sustentava o trabalho forçado.

Dom Pedro II teve, junto a sua equipe diplomática, que realizar esforços para demonstrar uma imagem do Brasil como ocidental, desenvolvido e liberal para o resto do mundo, apagando o registro da escravidão.

Não somente o sistema capitalista destruía o escravismo em diversos países, principalmente na Europa, mas no Brasil a escravidão também vinha se tornando uma prática economicamente insustentável, encarecendo a produção.

Escravidão no século 19 / Crédito: Domínio Público

Por isso, o uso de mão de obra escrava diminuía paliativamente no país, enquanto a base política principal do governo ainda era a velha elite escravista do sudeste. Isso resultou num empasse: como movimentar a economia sem perder a credibilidade entre os que se apropriam da escravidão?

Ao mesmo tempo, o sistema exploratório no Brasil, desde tempos coloniais, não é o mesmo que os dos EUA. No Brasil, o principal grupo econômico que sustentava a escravidão e pressionava o governo monárquico, além do produtor agrícola, era o comerciante do tráfico atlântico.

Assim, os escravistas no Brasil não se esforçaram em reproduzir os escravizados em território nacional, mas focaram numa lógica em que a circulação e a busca de novos explorados tem primazia. Isso porque os traficantes representavam uma classe econômica e politicamente essencial para a manutenção do poder dinástico dos Bragança.

Tudo isso culminou numa questão essencialmente econômica, mas que é abordada como causa humanitária: a alforria. O Brasil foi um dos países que mais emitiram cartas de “liberdade” na História, ao mesmo tempo em que foi o ultimo das Américas a abolir a escravatura. O recurso consiste em um documento de ordem jurídica que liberta o escravizado.

Dom Pedro II / Crédito: Getty Images

Um dos maiores historiadores da escravidão do Brasil, Rafael B. Marquese, identifica uma relação no artigo A dinâmica da escravidão no Brasil: Resistência, tráfico negreiro e alforrias, séculos XVII a XIX. “A partir de fim do século XVII, o sistema escravista brasileiro passou a escorar-se em uma estreita articulação entre tráfico transatlântico de escravos bastante volumoso e número constante de alforrias. Nessa equação, era possível aumentar a intensidade do tráfico, com a introdução de grandes quantidades de africanos escravizados, sem colocar em risco a ordem social escravista”.

Entretanto, a alforria é, na prática, um mecanismo de manutenção da ordem senhorial, em dois sentidos. O primeiro deles é que a libertação de alguns indivíduos escravizados não altera a estrutura social da escravidão, permitindo sua dinamização com a demanda de novos escravos e a venda pelos traficantes que vinham da África, como era de consciência da Família Imperial. Ao mesmo tempo, o recurso possibilitava a extensão do prazo da escravatura, permitindo adiar-se, como foi feito pelo governo de Pedro II, a abolição.

Carta de alforria em exposição no Museu Histórico Nacional / Crédito: Wikimedia Commons

Ou seja, na prática, o estatuto da alforria foi mais uma possibilidade de propaganda da benevolência e do humanitarismo de Dom Pedro II e de suas elites, do que realmente uma repulsa à escravidão. Isso explicaria as diversas leis aparentemente progressistas, mas que foram votadas pelos conservadores do Congresso para sustentar o sistema: Ventre Livre, Sexagenário, etc.

Por fim, a abolição da escravidão também não foi uma prática humanitária, mas uma resolução econômica e um golpe contra um projeto de igualdade de oportunidades. Segundo Alencastro, a Lei Áurea foi um projeto conservador que culminou num momento em que se ameaçava uma revolta generalizada de escravos contra o sistema, como ocorreu no Haiti. O objetivo era impedir que as elites fossem tocadas, e esse projeto culminou a República, essencialmente oligárquica. “No final, a ideia de reforma agrária capotou”.

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