Cédula

Lobo-guará estará estampado nas novas notas de 200 reais – Wikimedia Commons

BANCO CENTRAL CONFIRMA CRIAÇÃO DE CÉDULAS DE 200 REAIS
O mais novo personagem presente nas cédulas de real será o lobo-guará, e isso não implicará com a saída de nenhum outro animal de nossa fauna das notas, mas sim a implementação de uma nova. O Banco Central anunciou que novas cédulas, agora de de 200 reais irão entrar em circulação a partir de agosto.

A medida foi aceita pelo Conselho Monetário Nacional, e deverão ser impressas 450 milhões de exemplares da nota. Atualmente, apenas cédulas com o valor de 2, 5, 10, 20, 50 e 100 reais estão em circulação, e a diretora de Administração do Banco Central, Carolina Barros, afirma que a atitude veio em resposta à demanda da população por mais meio circulante.

O portal G1 apontou que, de acordo com Barros, a impressão de novas cédulas não tem a ver com a inflação, mas sim com um “sistema de metas. No momento, a inflação é baixa, estável, controlada”, afirma a diretora. A decisão ocorre depois do governo gastar, em um mês, 437 milhões de reais para a impressão de 100 bilhões de reais em dinheiro físico.

Entre as razões levantadas pelo Banco Central estão a crise do novo coronavírus, momento em que as pessoas — com medo das reações econômicas — passam a guardar o dinheiro em casa, retirando-o dos bancos. Além disso, ainda no universo da doença, foi uma medida necessária para arcar com o pagamento do auxílio emergencial.

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Jornada

BANCO CENTRAL ANUNCIA LANÇAMENTO DA NOTA DE R$ 200
O Conselho Monetário Nacional aprovou nesta quarta-feira (29) a criação da nota de R$ 200, que terá como personagem o lobo-guará. Em comunicado, o Banco Central informou que deve imprimir 450 milhões de notas de R$ 200 até o fim de 2020.

ANSIEDADE EMPRESARIAL
A negociação entre a prefeitura de Feira de Santana e o sindicato dos Hotéis, Restaurantes, Bares e Similares segue um ritmo acelerado, os proprietários estão aguardando ansiosamente a sinalização do prefeito Colbert Martins para um novo diálogo.

VACINA CONTRA COVID-19
A vacina contra Covid-19 desenvolvida pelo Centro Nacional de Pesquisa para Epidemiologia e Microbiologia Gamalei foi transferida para análises à autoridade competente do Ministério da Saúde da Rússia.

Espera-se que o registo da vacina ocorra entre os dias 10 e 12 de agosto, a licença para sua distribuição civil deve ser obtida em 15 ou 16 de agosto, informou uma fonte à agência de notícias Sputnik.

THAMMY  NÃO VAI ESTRELAR FILME DA CAMPANHA DA NATURA
O público não sabe, mas o contrato de Thammy Miranda com a Natura não é para estrelar o filme e as fotos da campanha de Dia dos Pais da marca.

O filho de Gretchen foi contratado como influenciador, entre tantos outros que também fecharam com a marca – como Rafael Zulu e Babu Santana – para divulgar a campanha da empresa nas redes sociais.

Nem Thammy e nem a Natura ainda vieram a público esclarecer que a campanha não será como todos acham. A marca está esperando para saber que rumos a discussão sobre ter ou não um pai transgênero pode tomar.

História

Madre Paula

AMANTES DE REIS MAIS FAMOSAS DO QUE AS PRÓPRIAS RAINHAS
O casamento, para os nossos Reis, sempre foi um negócio. A grande maioria dos casamentos dos Reis portugueses foi realizado por motivos políticos. Não é de estranhar, portanto, que tenham sido poucos os casos em que existiu amor entre o Rei e a Rainha.

Por causa da mentalidade da época, ao Rei era permitido ter inúmeras amantes enquanto que a Rainha tinha que ser fiel e submissa. Ao longo da História, vários Reis tiveram amantes que se viriam a tornar mais famosas e reconhecidas do que as próprias Rainhas. Exemplo disso é Inês de Castro: todos nós conhecemos a sua história, mas poucos sabemos o nome da esposa oficial do Rei D. Pedro.

A relação com algumas das amantes deu origem a futuros Reis. Noutros casos, originou intrigas e massacres. Conheça as histórias de 5 amantes Reais que se tornaram célebres.

Pedro e a sua amante, Inês de Castro

Inês de Castro nasceu em 1320 ou 1325 na Galiza, era filha ilegítima do nobre galego Pedro Fernandes de Castro, o da Guerra, e de uma dama portuguesa, Aldonça Suárez de Valadares, e irmã de D. Fernando e de D. Álvaro Pires de Castro. Por parte de seu pai era bisneta ilegítima de D. Sancho de Castela, pai de D. Beatriz de Castela que era mãe de D. Pedro, futuro Rei de Portugal. Era, portanto, prima em 3º grau de D. Pedro.

Viveu parte da sua infância no castelo de Albuquerque cuja dona, que a criou como filha, era casada com Afonso Sanchez, filho ilegítimo de D. Diniz, até vir a ser aia de sua prima de D. Constança Manuel, filha de João Manuel de Castela, poderoso nobre descendente da Casa Real Castelhana e que estava prometida ao príncipe de Portugal, D. Pedro.

Inês de Castro chega a Évora, integrada no séquito de D. Constança, em 1340. Desde cedo foram conhecidos os amores de D. Pedro pela dama galega. D. Afonso IV, temendo esta relação, exila-a na fronteira espanhola em 1344.

Após a morte de D. Constança volta a Portugal, tendo vivido com D. Pedro, de quem vem a ter quatro filhos, o primeiro, D. Afonso, que morreu em criança. Viveram em vários locais na zona da Lourinhã e, por fim, em Coimbra no Paço da Rainha Santa junto ao Convento de Santa Clara-a-Velha, tendo sido degolada a 7 de Janeiro de 1355 por ordem de D. Afonso IV.

Da vida de Inês de Castro pouco se sabe, a sua trágica morte e o amor sem limites de D. Pedro e a forma como este quis perpetuar esses amores, alimentou desde cedo a poesia e a narrativa histórica, não deixando morrer o mito Inês de Castro.

Madre Paula

Esta freira portuguesa que se destacou como a amante mais célebre do rei D. João V, chamava-se Paula Teresa da Silva e Almeida, e nasceu em Lisboa em 30 de Janeiro de 1718. Era neta de João Paulo de Bryt, de nacionalidade alemã, que fora soldado da guarda estrangeira de Carlos V, e se estabelecera em Lisboa como ourives.

Paula entrou para o convento de Odivelas aos dezassete anos de idade, e ali professou, após um ano de noviciado. D. Joao V, frequentador assíduo do convento de Odivelas, onde mantinha vários amantes que ia substituindo conforme lhe parecia, ao topar com a jovem Paula ficou loucamente apaixonado por ela. Nessa altura, já a famosa freira se havia tornado amante de D. Francisco de Portugal e Castro, conde de Vimioso, e que pouco antes tinha sido agraciado com o título de marquês de Valenças.

O soberano não teve problemas, chamou o fidalgo e disse-lhe: “Deixa a Paula, que eu te darei duas freiras à tua escolha”. Assim se fez, e soror Paula passou a ser amante do rei que era trinta anos mais velho do que ela. A influência de Madre Paula sobre o rei foi imensa. Quem carecesse de uma mercê do soberano já sabia que a maneira mais segura de a conseguir, seria recorrer às valiosa protecção da madre Paula que o soberano visitava todas as noites.

A astuta freira, que sabia muito bem aproveitar-se do rei, transformou-se em pouco tempo numa verdadeira Pompadour. Das numerosas amantes de D. João V, foi a madre Paula a única que o soube dominar até à morte. O rei foi extremamente generoso não só com ela como também com a sua família, chegando o pai de Paula a ser agraciado com o grau de cavaleiro da Ordem de Cristo e a receber uma tença de doze mil Reis e outros benefícios que lhe permitiram viver à larga.

O luxo em que vivia Paula no convento de Odivelas, foi bem reproduzido num documento da época por Ribeiro Guimarães no seu Sumário de Vária História, onde descreve a magnificência asiática dos aposentos da madre Paula e da sua irmã. Para a servir tinha a madre Paula nove criadas. Destes amores nasceu um menino que foi baptizado com o nome de José, como o príncipe herdeiro, que foi chamado o mais jovem “Menino de Palhavã” e veio a exercer as funções de inquisidor geral.

Mais tarde, nos tempos de Pombal, numa discussão, atirou-lhe com a cabeleira à cara e foi desterrada para o Buçaco. A vida desregrada do rei escandalizava, não só a corte, mas até os súbditos mais humildes, mas ninguém se atrevia a repreender o régio devasso.

Após a morte do rei que lhe deixou uma mesada principesca, continuou no seu recolhimento, recebendo os grandes que ainda se lhe aproximavam. Assim se conservou durante trinta e cinco longos anos com a altivez de uma soberana em exílio. Faleceu com 67 anos de idade e foi sepultada na Casa do Capitulo do Convento de Odivelas.

Teresa de Távora

Mulher e tia do marquês de Távora, Luís Bernardo, e irmã mais nova do marquês de Távora Francisco de Assis.  Nasceu a 9 de Agosto de 1723, e casou com seu sobrinho a 8 de Julho de 1742. Era uma gentil senhora, ao que parece bastante leviana, e que foi, segundo todas as probabilidades, amante do rei D. José, ou que pelo menos lhe aceitava a corte. Diz-se que na noite da tentativa do regicídio, voltava o rei de casa da marquesa, acompanhado pelo seu criado e confidente Pedro Teixeira.

Depois do suplício de seu marido e das outras pessoas da sua família, ela nada sofreu, sendo apenas encerrada no convento das freiras do Rato, talvez com a ideia de em breve a soltarem, mas o rei, parece que depressa se esqueceu dela, pois no convento passou o resto da vida, falecendo, segundo se diz, em profunda miséria.

Leonor Teles

D. Leonor Teles foi a mais perversa e afortunada amante dos Reis de Portugal. Perversa porque foi capaz de tudo para conseguir os seus fins, inclusive provocar a morte da própria irmã, afortunada porque chegou a rainha de Portugal, casando com D. Fernando I. Leonor Teles de Meneses, natural de Trás-os-Montes, era filha de Martin Afonso Teles de Meneses e de D. Aldonça de Vasconcelos.

Casou muito nova com D. João Lourenço da Cunha, senhor de Pombeiro, de quem teve um filho, Álvaro da Cunha. Ambiciosa e perversa, de tal forma conseguiu insinuar-se no ânimo de D. Fernando – aquando das suas estadas no Paço, a pretexto de visitar sua irmã D. Maria Teles casada com o infante D. João – que o rei “Formoso”, indiferente a todos os conselhos e subestimando os altos interesses nacionais, resolveu unir-se à “adultera e barregã” , como lhe chamava o povo, apesar de comprometido pelo tratado de Alcoutim em casar com uma princesa castelhana.

“Louçã, aposta e de bom corpo” como dizia Fernão Lopes, Leonor Teles tinha então o perfil, que alguns diriam hoje, para mulher de sucesso. Amante do rei, quando mulher de João Lourenço, consegue que o casamento com este seja anulado, por sentença canónica baseada em questões de parentesco e casa com ela publicamente em Leça de Bailio entre 15 e 18 de Maio de 1372. Este casamento desagradou ao povo, e em Lisboa Fernão Vasques à frente à frente de muitos outros ergueu ingloriamente a sua voz.

Os protestos foram afogados em sangue, e Leonor recebe meio Portugal como presente de casamento. Receosa do prestígio do seu cunhado o infante D. João, filho de Pedro I e Inês de Castro, casado com a sua irmã D. Maria Teles, promete a este a mão de sua filha a infanta D. Beatriz, ficando portanto herdeiro do trono, mas teria que matar primeiramente a sua  mulher. D. João assim o faz, matando-a à punhalada e apresentando o pretexto do seu mau comportamento. Mas D. Leonor Teles casou a filha com D. João I rei de Castela e o infante assassino teve que fugir de Portugal.

Morto D. Fernando, em 22 de Outubro de 1383, Leonor que ainda em vida do rei, como dizia o povo, era amante de João Fernandes Andeiro, conde de Ourém, toma a regência do reino. Andeiro acaba por ser morto pelo Mestre de Avis e por Rui Pereira em 6 de Dezembro de 1383. Nas lutas e intrigas que se seguem foge de Lisboa para Alenquer, mas acaba por ser desterrada para Castela, e internada, na condição de prisioneira, no Mosteiro de Tordesilhas, onde morre a 27 de Abril de 1386.

Rosa Damasceno

A actriz Rosa Damasceno foi a amante mais mediática de D. Luís I. Como no território da “conquista”, o rei numismata usava um “nome artístico”, conseguiu manter relações extraconjugais sem que as suas amantes soubessem que era do monarca que se tratava. Não foi, todavia, o caso de Rosa Damasceno.

No princípio, sim. D. Luís fora-lhe apresentado por um amigo, como sendo um “tal Dr. Tavares”. Porém, pouco depois, a sua relação amorosa prosseguiu sem falsas identificações. Quando Rosa Damasceno terá ficado grávida do rei, já sabia que o Dr. Tavares era o pseudónimo deste soberano na pele de “conquistador”.

O rol de amantes de D. Luís foi deveras extenso. Por tal motivo, chegou a equacionar o divórcio e a abdicação do trono. Aliás, foram os acasos do destino que o fizeram ascender a rei de Portugal, por morte do seu irmão D. Pedro V. Curiosamente, este monarca censurava a vida boémia de D. Luís. Eram extremos opostos: segundo muitos, D. Pedro V, “pouco dado a senhoras”, nem sequer arrancaria a virgindade a sua esposa, que terá partido para o Céu “tão pura” como chegara à Terra. D. Luís I somou amantes e colecionou moedas.

Poliglota e inteligentíssimo, foi considerado o monarca europeu com maior formação em numária clássica e percursor das investigações oceanográficas, dignas deste nome. Importa sublinhar que uma das razões da manutenção do casamento real de D. Luís I e de D. Maria Pia assentou na reciprocidade das relações extraconjugais.

Com efeito, está por saber se foi o rei ou a rainha quem juntou maior número de amantes. Recorde-se que D. Maria Pia, cujo nome foi dado ao nosso jardim junto ao Mosteiro da Trindade, hoje Jardim da República, adorava Santarém. Adorava Santarém e tinha especial afeição pelo Visconde de Pernes, General Melo e Castro…

Fortuna

Imagem ilustrativa de dólares – Pixabay

FORTUNA DE BILIONÁRIOS BRASILEIROS CRESCE NA PANDEMIA
Em contrapartida, estudo mostra que 40 milhões de pessoas perderão seus empregos. “A covid-19 não é igual para todos”, afirma porta-voz da entidade responsável pelo levantamento.

A pandemia do novo coronavírus afetou e ainda afeta a vida financeira de milhões de brasileiros. Entretanto, na contramão dessa crise, um seleto grupo das 42 pessoas mais ricas do país presenciaram o conjunto de suas riquezas crescer em 34 bilhões de dólares.

Isso é o que mostra o relatório “Quem Paga a Conta? – Taxar a Riqueza para Enfrentar a Crise da Covid-19 na América Latina e Caribe”, divulgado nesta segunda-feira, 27, pela ONG Oxfam.

Segundo o levantamento feito pela entidade, que ocorreu entre 18 de março e 12 de julho, o patrimônio líquido do grupo passou de U$S 123,1 bilhões para U$$ 157,1 bilhões. Os dados são baseados em um apontamento feito pela revista americana Forbes, que publicou neste ano o ranking dos bilionários.

A ONG estima que desde o início da pandemia, oito nos bilionários surgiram na América Latina e Caribe, o que significa um novo ricaço a cada duas semanas. Em contrapartida, o levantamento calcula que cerca de 40 milhões de pessoas perderão seus empregos e 52 milhões entrarão na faixa de pobreza na região.

“A covid-19 não é igual para todos. Enquanto a maioria da população se arrisca a ser contaminada para não perder emprego ou para comprar o alimento da sua família no dia seguinte, os bilionários não têm com o que se preocupar. Eles estão em outro mundo, o dos privilégios e das fortunas que seguem crescendo em meio à, talvez, maior crise econômica, social e de saúde do planeta no último século”, diz Katia Maia, diretora executiva da Oxfam Brasil.

Aniversário

Nossa aniversariante de hoje Silvia ao lado do seu marido  Nilton Mascarenhas

COMÉRCIO DE FEIRA ABERTO ATÉ O DIA 10 DE AGOSTO
O prefeito Colbert Martins Filho informou em entrevista coletiva nesta segunda-feira (27), que manterá o comércio aberto até o dia 10 de agosto.

As lojas poderão funcionar de segunda a sábado, sem escalonamento de dias. Os shoppings, galerias e Feiraguay, também poderão funcionar. O novo decreto, que ainda será publicado no Diário Oficial do município, não permite a abertura de bares, restaurantes e academias pois ainda faltam algumas definições.

TRANSPORTE PÚBLICO  PODE SER TOTALMENTE PARALISADO
Se a desoneração da folha de pagamento não for prorrogada até 2021, o serviço de transporte público no país pode ser totalmente paralisado. Esse risco é apontado por um estudo da Associação Nacional das Empresas de Transportes Urbanos (NTU), que representa as concessionárias de ônibus.

A entidade estima que o fim do incentivo em dezembro coloca em risco 405 mil empregos diretos e aumenta os custos de operação do setor em até 5% a partir de janeiro. Além disso, o preço das passagens pode subir, uma vez que a revisão de tarifas em muitas cidades brasileiras ocorre justamente no fim do ano.

CARNAVAL 2021 É ADIADO
O Carnaval de 2021 na capital paulista foi oficialmente adiado em razão da pandemia do novo coronavírus. O anúncio foi feito em coletiva de imprensa no Palácio dos Bandeirantes na sexta-feira (24). A nova data ainda será definida em acordo com a Liga das Escolas de Samba. Tudo leva a crer que a festa será no final de maio ou começo de julho, em data ainda a definir.

ESCLARECIMENTO SOBRE O RÉVEILLON RIO 2021
Não é verdade que a Prefeitura do Rio, por meio da Riotur, tenha cancelado o réveillon carioca. A Riotur jamais divulgou qualquer informação sobre cancelamento do réveillon.

Conforme nota amplamente divulgada na imprensa nesta sexta (24) e sábado (25), o réveillon do Rio de Janeiro está mantido, porém será obviamente adaptado à nova realidade da pandemia.

Reiteramos a informação: neste cenário, onde ainda não temos uma vacina, a Riotur estuda modelos para a virada de 2020 para 2021, que em breve ainda serão apresentados ao Prefeito Marcelo Crivella e ao gabinete científico.

História

Dom Pedro II, Tereza Cristina e as filhas do casal em pintura oficial – Wikimedia Commons

VIRTUDES DA IMPERATRIZ TEREZA CRISTINA E  PRINCESA ISABEL
Antes de embarcar para o exílio, a imperatriz teria dito: “Que mal fizemos nós ao Brasil? Nunca mais verei o meu Brasil”, então Tereza Cristina, aos 67 anos de idade, ajoelhou-se e beijou o chão.

Sensível e tão humilde a ponto de fazer qualquer brasileiro se sentir parte da família, assim poderíamos descrever tanto a imperatriz Teresa Cristina de Bourbon como sua filha, a Princesa Isabel de Bragança.

Tereza Cristina, nasceu em Nápoles, Itália. Era filha de Francisco Bourbon, príncipe herdeiro e mais tarde Rei Francisco I do Reino das Duas Sicílias. Chegou ao Brasil em data de 3 de setembro de 1843, acompanhada de uma comitiva formada por vários intelectuais, cientistas, artistas e artesãos italianos.

No dia seguinte, desembarcou no Rio de Janeiro, onde Dom Pedro II, sua irmã e todo ministério aguardavam. Um enorme cortejo percorreu as ruas enfeitadas. A cidade estava toda enfeitada, a população a saudava calorosamente e o cortejo a acompanhou até a capela real do Paço onde foi celebrada a união do casal real.

A imperatriz Tereza Cristina cozinhava as refeições diárias da Família Imperial, apenas com a ajuda de uma empregada, que fazia questão de remunerar com salário. Fim de sua biografia.

Inobstante o desinteresse das historiografias italiana e brasileira pela imperatriz, cujo foco e deferência constantes se voltavam para Dom Pedro II, Tereza Cristina viria a validar a assertiva de que por trás de um grande homem, há sempre uma grande mulher.

Suas ações, realizadas sem alarde, prestaram inestimáveis serviços à cultura brasileira e às relações entre a sua pátria de nascimento e a de adoção. A imprensa brasileira pouco falou da imperatriz, cuja vida pública permaneceu à sombra do marido. O comportamento discreto de Tereza Cristina, natural em uma princesa europeia elevada à imperatriz dos Trópicos, sugere o injusto esquecimento de sua atividade cultural, digna da maior atenção.

Nascida numa região rica em sítios arqueológicos, desde jovem a princesa do ramo Bourbon dedicou-se ao estudo da história e arqueologia.

Três anos depois, nascia Isabel de Bragança, a segunda de quatro filhos, mas a primeira menina, do imperador Pedro II e sua esposa a imperatriz Tereza Cristina. Como herdeira do Império do Brasil, ela recebeu o título de princesa.

A personalidade de Isabel viria a distanciá-la da política, achegando-se, assim, à vida doméstica. Contudo, como sua educação foi bem ampla, enquanto seu pai viajava pelo exterior, a princesa serviu três vezes como regente do Império. Na terceira, em 1888, assinou a Lei Áurea, ação que se mostrou amplamente popular e lhe garantiu a alcunha de “A Redentora”.

Sua condição de mulher, seu forte catolicismo e seu casamento com um estrangeiro – o Conde D’Eu, príncipe francês – renderam forte oposição contra eventual sucessão ao trono, o que me parece uma grande injustiça. A princesa Isabel teria sido uma rainha digna, íntegra, uma governante tão ou ainda mais competente que Dom Pedro II.

Da parte de alguns nobres e dos jornais da época, mãe e filha seria razão de chacota por conta da simplicidade e falta de capricho de seus trajes. A imperatriz, por exemplo, nunca usou as joias da coroa e, no mesmo ano em a filha assinava a Lei do Ventre, Tereza viria a doar todas as suas joias pessoais para a causa abolicionista o que enfureceu a elite escravocrata.

A princesa recebia, com frequência, amigos negros em seu palácio em Laranjeiras para saraus e pequenas festas. Antes do advento da Lei Áurea, Isabel escondia escravos fugidos na casa de veraneio da família, em Petrópolis, e arrecadava fundos para alforriá-los.

A imperatriz Tereza Cristina, por seu turno, apesar do empenho de nobres e imprensa em desacreditá-la como medíocre, conduziu trabalhos em sítios etruscos ao norte de Roma e graças ao seu empenho, a coleção Greco-Romana do Museu Nacional da Quinta da Boa Vista incluía peças recuperadas de escavações em Herculano e Pompéia, acervo que continuou sendo enriquecido até seu marido ser deposto pelo golpe militar de 1889. Herança arqueológica com mais de setecentas peças que se perderam no incêndio de 2018.

Além de inspirar as primeiras pesquisas arqueológicas brasileiras, a imperatriz foi conselheira de Dom Pedro II na área da música, aconselhando-o a financiar bolsas de estudos para diversos musicistas brasileiros na Europa, bem como trazer ao Brasil companhias de ópera mundialmente famosas. Tereza Cristina estimularia, ainda, a política de imigração italiana.

Antes de embarcar para o exílio, a imperatriz teria dito: “Que mal fizemos nós ao Brasil? Nunca mais verei o meu Brasil.” Então, numa atitude totalmente distinta daquela que Carlota Joaquina teve em 1821, Tereza Cristina, aos 67 anos de idade, ajoelhou-se e beijou o chão.

Em seu exílio, em 1904, Isabel foi perguntada por que a família não usava as joias imperiais do Brasil. Respondeu que tanto ela como a mãe sabia que aquelas joias não as pertenciam, que poderiam usa-las em qualquer ocasião, mas que simplesmente não o faziam porque se tratavam de “adornos grandes, pesados e de extrema arrogância com nosso povo”.

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História

Dom Pedro I – Wikimedia Commons

DOM PEDRO I: CINQUENTA TONS DE DEMONÃO
Demonão! Era assim que o imperador Dom Pedro I assinava as cartas endereçadas à sua amante, Domitila de Castro, a marquesa de Santos, a quem chamava Titília.

Muitas vezes, ele usava a alcunha carinhosa de Fogo Foguinho, incluindo, nas suas missivas, desenhos do próprio pênis ou anexando pelos pubianos, considerados à época, prova de grande fidelidade e compromisso. “Quero ir aos cofres! ”, assim penejava o pai da nação quando intimava a marquesa aos finalmentes.

Não é de hoje que as indiscrições do imperador, a força da marquesa e a triste condição da paciente imperatriz, pudica e diminuída publicamente por conta da infidelidade espalhafatosa do marido, são assunto de nobres e plebeus. Os arquivos do Museu Imperial, em Petrópolis, estão repletos de cartas picantes, apaixonadas e escandalosas. Este foi, sem dúvida, o triângulo amoroso mais conhecido da história dos afetos brasileiros. Leopoldina amava Pedro, que amava Domitila, que amava ser sua favorita.

Algumas cartas, contudo, revelam o desejo de poder da graciosa e despudorada Titília, a mulher mais influente do império enquanto durou o romance. A marquesa não media palavras em suas respostas. Possuía uma postura vigorosa e autônoma e repelia, constantemente a volúpia do garboso Demonão.

O homem mais forte do reino, proclamador da Independência, viciado em sexo, chorava de saudades quando não era correspondido. Criava versinhos infantis e lhe enviava bilhetes duas vezes ao dia.

Já as missivas da imperatriz, no final da vida, revelam uma mulher que fala de depressão decorrente do adultério do marido. Leopoldina dizia ter horror a sexo e desde o dia em que se casaram, a imperatriz nutriu a esperança de que Pedro fosse gostar dela por suas qualidades morais, não pela cama e nem pela beleza física. O imperador dizia, então, que fazia amor de matrimônio com Leopoldina e amor de devoção com Domitila.

O povo logo se opôs ao romance extraconjugal de Dom Pedro I e a marquesa de Santos passou a ser tratada como inimiga número um da nação. Tal era esse sentimento que, quando Leopoldina morreu, uma turba foi à casa de Domitila com o intuito de apedreja-la.

Fogo Foguinho, apesar da imagem política desgastada e das pressões do ex-sogro, que o chamava publicamente de canalha, conseguiu se casar novamente com uma jovem de 16 anos chamada Maria Amélia. A garota, sem sangue real e sem prestígio na Europa, não trouxe benefício político algum, mas quando o Demonão viu chegar aquele pedaço de mal caminho ao palácio, terminou com a marquesa.

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